domingo, 13 de fevereiro de 2011

James Dewitt Yancey

Será que vocês fazem a mínima ideia de quem é este homem?
Eu não, até há três anos atrás... Dos maiores arrependimentos musicais da minha vida.
Conhecido também como Jay Dee, J-Dilla, (entre outros nomes de certeza), natural de Detroit (EUA) foi um dos maiores produtores de hip-hop, e underground rap de todos os tempos.
Para mim, um dos melhores produtores de beats clássicos, desde a origem do hip hop.
O Preto e Branco Mag, pede desculpa ao senhor Pharrell Williams, ao Doctor Dre, ao Timbaland, e até mesmo ao monstruoso Kanye West, mas Jay Dee, é um daqueles artistas que passa pelo mundo de vinte em vinte anos.
Foi um homem que conseguiu transformar e  recriar as raízes clássicas do hip-hop, soube estender o ramos de qualidade na bateria, no baixo, no piano, nos sintetizadores, no pratos, no mundo...
Há poucos assim, e é bom realçar que artistas como estes jamais serão esquecidos para os verdadeiro apreciadores do verdadeiro hip-hop.
Em Portugal, não há génios de hip hop deste calibre, apenas um a meu ver, Sam the Kid.
Embora não tenha o background cultural que J-Dilla carregava, por ter nascido nos EUA, em Detroit. Das capitais principais do Rap e do Hip.
Sam the Kid é um grande produtor do género musical, mas ainda assim espero que ela tenha muito o que aprender com Jay Dilla, e que nós também, ouvinte eclécticos, sejamos tão exigentes como ambos artistas que procuram ampliar a riqueza do verdadeiro hip hop.
Estou comovida por conhecer a música de artista tão privado do mundo do showbusiness, um verdadeiro música ligados às raízes do som, da música, o sentimento.
Depois deste tempo todo, descobri através de um documentário que vi sobre a vida e obra de James Yancey, que foi responsável por um dos melhores cds de Erykah Badu "Mama's Gun". (Que espectáculo!)
E ainda produziu músicas de Janet Jackson (na sua época áurea), de Common, Pharcyde, De La Soul, Amp Fiddler, The Roots, Busta Rhymes, entre outros génios e marcos do mundo do hip hop.
Este senhor é a loucura, e para os verdadeiros amantes do hip hop, dos beats clássicos que nos levam a outras galáxias, esta é a melhor recomendação de sempre, para qualquer momento do dia.
Obrigada pelo contributo para o mundo, pois a música, é a nossa vida!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cem anos de felicidade

Que vivamos cem anos.
expressão italiana mais maravilhosa para fazer um brinde, celebrar os anos, regenerar a vida.
Que vivamos cem anos meus amigos, que tenhamos tudo o que sonhamos, ou melhor, tudo o que nos
propusermos a conquistar verdadeiramente.
O que é a vida sem uma meta, um desafio, uma conquista?
é um vazio. um espaço por preencher. é escuro, sem sons, sabores, dissabores...
Há quem diga que a vida mais feliz, mais verdadeira, é a vida preenchida, celebrada como se jamais fosse adquirida.
é um mar de ambições, paixões, desilusões, encontros e despedidas.
è dizer que não te suporto, e acordar no dia seguinte e dizer-te por gestos, atititudes, silenciosos generosos, que te amo mais que sempre.
Que sem ti, sem os momentos que nos envolvem, que nos cruzam, que nos unem, este percurso todo não valeu a pena.
A vida faz nos a todos tão bem, que mesmo nos momentos mais escuros, conseguimos aprender, a querer ser melhor, a crescer saudavelmente.
Gosto de pensar que esta caminhada me trará mais alegrias que tristezas, e que a todos os que amo em minha volta, trará o equilíbrio que precisam para desfrutarem a mais pura felicidade.
A gratidão, a paixão, a tesão de viver.
às vezes andamos desconectados uns dos outros, da vida, do convívio, e do sabor das emoções que nos preenchem quando estamos de mãos dadas, com aqueles que mais no amam, e nos libertam a mente, o espírito, e até mesmo o coração.
Dá voltas e voltas até descobrires o que te faz estoirar os neurónios de adrenalina, dá a volta ao mundo, ajuda um idoso na rua, dá um beijo a um desconhecido, colhe o melhor de cada dia, repara os teus erros, emenda a merda que disses-te, rasga o céu mil vezes até  a tua raiva se enfiar pelo espaço a dentro, diz o improvável, conquista o impossível.
Sê feliz com os teus ossos todos, e quando olhares para o passado sorri.
Não há terapia melhor no mundo, do que sorrir.
Acredita que um dia, a vida sorrirá de volta pra ti, numa harmonia tal, que as lágrimas, serão a única expressão de gratidão, que alguma vez terás.
Ser bom, ser gentil, ser amável.
Ser doce, ser meigo, ser verdadeiro.
Ser tudo de todas as maneiras. Ser, saber, viver.
Ser, crescer, viver.
Acima de tudo, viver!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quarto de memórias

Hoje estive a arrumar o meu quarto. Está cheio de tralha o meu quarto.
Pensei nos meus amores, e nas cartas que guardo até mostrar aos meus filhos.
Recordei fotografias de velhos amigos, quando os nossos olhos eram leves,
e os sonhos eram utópicos.
Senti o cheiro de perfumes antigos, e li poemas de colegas, escritos secretamente entre aulas.
Vi o mais puro do meretrato mais belo da minha mãe, o u pai.
Pelo caminho de tanta arrumação, quase que desisti por encontrar tanto pó, tanto obstáculo.
A inércia passou por mim, olhou-me nos olhos cheios de amor pela vida, e não conseguiu penetrá-los.
O antigo amor, o amor de cartas, passou-me pela cabeça quase como um sonho distante.
A amizade e ternura, fizeram-se sentir no coração e distante no olhar.
Depois de 22 anos de pó, 22 anos de amor, ternura e amizade, encontrei-me mergulhada no
mais maravilhoso portefólio de experiências, de lembranças e saudosismos. Encontrei, o portefólio da minha vida!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ao Daniel

Não percebo porque é que às vezes, as melhores pessoas, as mais gentis, mais meigas, até mesmo as mais felizes, nos têm que deixar.
Não sei, nem entendo porquê, estou farta de pensar nisso desde que a Inês me falou do Daniel.
Gostava de entrar na cabeçinha dos outros, e saber formas de provocar felicidade espontânea no outros, para que não houvesse desgraças deste género.
Porque é que a morte tem este poder de separar o que foi, do que o que será?
Porque e que nós, humanos, já não conseguimos ler as entrelinhas da vida dos que morreram?
Não gosto de saber que a morte é tão definitiva, e que pode mudar todo o curso de uma vida, uma família, um amor...
O amor não chega por vezes. O trabalho não sustenta, e a amizade não estende. Procuramos nos caminhos todos os dias, mas esquecemo-nos por vezes que apesar da nova adaptação, da nova mudança que pretendemos, que devemos buscar a alegria, a felicidade, o ar puro. Não o caminho mais escuro e perturbante, que nos levará para as drogas, o álcool, os pesadelos, ao arrependimento, à morte (espiritual).
Daniel, estejas onde estiveres, quero que saibas que a tua luz entrou dentro de mim, e espero poder levá-la todos os dias para o trabalho, para a rua, como tu. Espero que todos as dúvidas que tirei contigo, me levem a um bom caminho, e ainda desejo que sejas muito feliz. Obrigada pelo tempo, o carisma, a paciência e especialmente o teu sentido de humor. O trabalho não é tudo, mas ensinas-te-me a cuidar do que é nosso, e a procurar a verdade em todos os ângulos. Haverá poucos como tu no meu caminho.
Espero que me oiças baixinho, e que dances até ao fim dos dias, até reencontrares a tua família.
Escrever no meu blog pode ser pouco, mas como a escrita foi sempre tudo para ti, vai um pouco do melhor de mim, para ti meu caro, amigo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O fotógrafo humanista exposto em Bruxelas


Sophia Loren

David Seymour, também conhecido pelo seu pseudónimo Chim, é um fotógrafo Polaco outrora radicado nos EUA, conhecido pelos seus trabalhos na guerra civil espanhola, na Checoslováquia entre outros.
Ficou particularmente conhecido pelos retratos das crianças em ruínas, em situações bélicas extremas.
Foi co-fundador da Agência Magnum (agência de fotografia), ao lado de dois dos maiores fotógrafos de todos os tempos, Robert Capa e Henri Cartier-Bresson.
Ao longo da sua carreira, erguida pelo sucesso do fotojornalismo de guerra, complementou com trabalhos em hollywood. Chim fotografou actores de grande nome como Sophia Loren, Kirk Douglas, Ingrid Bergman e Joan Collins.
Seymour expandiu a sua arte fotográfica pelo mundo, morrendo em na Guerra do Suez, em 1956.
A sua vida e obra exposta no Museu Judeu da Bélgica, situado em Bruxelas, ate dia 27 de Janeiro de 2011.
A paixão de hoje é pela fotografia.