sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Casamento Homossexual e União de Facto

Isto é dedicado a todos os desde já eleitores, que por ventura ou por ocasião viajam pelo meu blog.
Quero somente tentar ajudar a decifrar alguns dos mistérios da proposta feita pelo Partido Socialista, e que será discute com maior incisão no dia 8 de Janeiro na Assembleia da República, em são Bento.

Aqui ficam alguns conceitos das diferenças de casamento civil e de união de facto, para que na altura de discutirem entre amigos, colegas e familiares, sejam bons entendedores desta matéria.


União de facto
, em Portugal, é um instituto jurídico que regulamenta a convivência entre duas pessoas sem que a mesma seja oficializada de alguma forma (como, por exemplo, através do casamento civil).

A Lei n.º 135/99, de 28 de Agosto veio dar protecção legal a pessoas de sexo oposto que vivam em em comunhão de habitação, mesa e leito há mais de dois anos mas que não tenham um vínculo de Casamento.

O direito à adopção é consignado "às pessoas de sexo diferente que vivam em UF".

De resto a lei é aplicável que a casais constituídos por duas pessoas do mesmo sexo, quer por duas pessoas de sexo oposto.

Casamento vs União de Facto

Muitos dos direitos concedidos pelo casamento civilnão são aplicáveis às uniões de facto: o direito de herdar o património comum, o direito de visita a hospitais e prisões.


P.S- O que o actual governo está a querer propor é uma confusão na consciência das pessoas, no entanto, espero que desde já elucidados, o que está cerne da questão é realmente a adopção de crianças por casais homossexuais, até porque, todos os direitos que os casais do mesmo sexo, já têm a oportunidade de estarem juntos e partilharem dos mesmo direitos e deveres civis enquanto casal, excepto, na adopção.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Antoni Gaudí











Hoje sonhei de uma das 2 viagens que já fiz a Barcelona (uma das cidades mais lindas do mundo sem dúvida) e isso remeteu-me para um dos maiores responsáveis pelo "encantamento" que aquela cidade tem, ao qual jamais alguém poderá passar indiferente.

Antoni Gaudí, um arquitecto catalão onde viveu e se educou pelas ruas de Barcelona, que ao longo da vida teve o privilégio (ou cá entre nós os espanhóis tiveram o privilégio) de ter um arquitecto tão vibrante, tão modernista, tão surpreendente e tão vivo.
Tudo isto se espalha por aquela cidade que quase nunca dorme, ainda temos Lisboa para isso :)
Fica aqui para relembrar um pouco da presença dele em mim, e num dos meus mais próximos amigos.


P.S- bem que podíamos ter dito um arquitecto destes em Portugal (não excluindo os que existem e os que virão). Deposito a confiança nos alunos de 3º ano do ISCTE, especialmente uma menina de olhos azuis esbugalhados. Aparecerá certamente aqui no blog.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


"I am not afraid of death, I just don't want to be there when it happens."

South Africa


“Not to sound on a pedestal about women, but the reality is, we bring a completely different element to it just because we are women,”

Cazuza e Bebel Gilberto


Composição: Bebel Gilberto / Cazuza / Dé

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

David Mourão-Ferreira

Desvio dos teus ombros o lençol,

que é feito de ternura amarrotada,

da frescura que vem depois do sol,

quando depois do sol não vem mais nada...


Olho a roupa no chão: que tempestade!

Há restos de ternura pelo meio,

como vultos perdidos na cidade

onde uma tempestade sobreveio...


Começas a vestir-te, lentamente,

e é ternura também que vou vestindo,

para enfrentar lá fora aquela gente

que da nossa ternura anda sorrindo...


Mas ninguém sonha a pressa com que nós

a despimos assim que estamos sós!