Nós não somos compatíveis!
Desculpa-me sinceramente, mas acho que ao longo dos anos descobri que não temos nada em comum, e que um das causas mais fortes é teres um pé menor que o meu.
Seres mais baixo que eu nunca me incomodou, até sentir a falta de garra nas tuas mãos, para me protegerem contra o mal.
No fundo, sempre soube a tua falta de pertença, de presença, de amor. Quis sentir que era tua, mas enfim, cá entre os meus botons, só a minha intuição feminina me compreende.
São linhas complexas e infindáveis, de incompatibilidades contigo, que encontro espalhadas por mim.
O tempo corre e sinto-o bem presente, persistente.
Já não debato contra isso, e contra os nossos fracos exercícios de compatibilidade.
Quero coisas boas, leves e com sabor. Chega de discórdias, desgostos, dissabores. Quero viver de acordo, com o que o meu coração sente e a minha intuição me indica. E os teus pés, não me pertecem, como os meus olhos e o meu sorriso. Deixei-te ao sabor do vento, para que possas ver o mundo como eu. E que talvez, um dia, te ocorra a minha consciência e o estar pacífico e ternurento, da minha presença.
Desejo paixão, com respeito. Quero amor com distinção. Quero felicidade e mil sensações.
Sinto por nós, mas ainda mais por ti. Pois não me sinto perdida, nem que isto é o fim.
Deixo os anos passar e ganho-os em vida, em experiência e maturidade.
Sou uma mulher cheia de sorte, não uma mulher com sorte.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Catching up clever thoughts over friendship.
A friendship founded on business is better than a business founded on friendship.
John D. Rockefeller
A true friend never gets in your way unless you happen to be going down.
Arnold H. Glasow
But friendship is precious, not only in the shade, but in the sunshine of life, and thanks to a benevolent arrangement the greater part of life is sunshine.
Thomas Jefferson
Friends are born, not made.
Henry B. Adams
Friendship is one mind in two bodies.
Mencius
Friendship... is not something you learn in school. But if you haven't learned the meaning of friendship, you really haven't learned anything.
Muhammad Ali
I always felt that the great high privilege, relief and comfort of friendship was that one had to explain nothing.
Katherine Mansfield
I value the friend who for me finds time on his calendar, but I cherish the friend who for me does not consult his calendar.
Robert Brault
It is one of the blessings of old friends that you can afford to be stupid with them.
Ralph Waldo Emerson
It's the friends you can call up at 4 a.m. that matter.
Marlene Dietrich
Silences make the real conversations between friends. Not the saying but the never needing to say is what counts.
Margaret Lee Runbeck
The friend who can be silent with us in a moment of despair or confusion, who can stay with us in an hour of grief and bereavement, who can tolerate not knowing... not healing, not curing... that is a friend who cares.
Henri Nouwen
The language of friendship is not words but meanings.
Henry David Thoreau
There is nothing on this earth more to be prized than true friendship.
Thomas Aquinas
John D. Rockefeller
A true friend never gets in your way unless you happen to be going down.
Arnold H. Glasow
But friendship is precious, not only in the shade, but in the sunshine of life, and thanks to a benevolent arrangement the greater part of life is sunshine.
Thomas Jefferson
Friends are born, not made.
Henry B. Adams
Friendship is one mind in two bodies.
Mencius
Friendship... is not something you learn in school. But if you haven't learned the meaning of friendship, you really haven't learned anything.
Muhammad Ali
I always felt that the great high privilege, relief and comfort of friendship was that one had to explain nothing.
Katherine Mansfield
I value the friend who for me finds time on his calendar, but I cherish the friend who for me does not consult his calendar.
Robert Brault
It is one of the blessings of old friends that you can afford to be stupid with them.
Ralph Waldo Emerson
It's the friends you can call up at 4 a.m. that matter.
Marlene Dietrich
Silences make the real conversations between friends. Not the saying but the never needing to say is what counts.
Margaret Lee Runbeck
The friend who can be silent with us in a moment of despair or confusion, who can stay with us in an hour of grief and bereavement, who can tolerate not knowing... not healing, not curing... that is a friend who cares.
Henri Nouwen
The language of friendship is not words but meanings.
Henry David Thoreau
There is nothing on this earth more to be prized than true friendship.
Thomas Aquinas
Pure.
Ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre no
mesmo sítio se fecharmos os olhos
serás sempre tu e tu que me ensinarás
a nadar seremos sempre nós sob
o sol morno de julho e o véu ténue
do nosso silêncio será sempre o
teu e o teu e o meu sorriso a cair
e a gritar de alegria ao mergulhar
na água ao procurar um abraço que
não precisa de ser dado serão
sempre os teus e os teus e os meus
cabelos molhados na respiração
suave das parreiras sempre as tuas
e as tuas e as minhas mãos que não
precisam de se dar para se sentir
ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre
juntos nesta tarde de sol de julho
a nadarmos sob o planar sereno dos
pombos no tanque pouco fundo da
nossa horta sempre no tanque fresco
da horta que construíram para nós
para que na vida pudéssemos ser
mana e mana e mano sempre.
José Luis Peixoto
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Copy Paste(l) por Nuno Madureira
Sem querer soar parcial, sem querer ser neutra,, vou tentar ser o mais franca possível neste texto, que é meu dever e honra.
Quero expor vos um artista peculiar, daqueles que poucos vêm, mas muitos sentiram após conhecerem, a sua cor, a sua força, a sua descoberta.
Nuno Madureira, 24 anos, é um menino da linha que há três anos veio arrombar a cidade de Lisboa. Impaciente e ecléctico, sempre sentiu a necessidade de se expressar por mais que um meio, daí também ter estudado Comunicação Social, onde lhe foram dados instrumentos fundamentais ao mundo político, económico e social de hoje em dia. Discreto, mas nem por isso menos arrojado, o artista realizou o seu primeiro sonho, que até há tão pouco tempo, nem fazia parte dos seus must-do's.
Entre do's and don'ts, ele fez o que tinha a fazer com a maior veracidade possível e imaginável. Entre luzes e sombras, num cafézinho chamado Café Dias, no Alto de Santo Amaro em Lisboa, estão cerca de 12 quadros em A4, pastel, que remetem para as circunstâncias ao redor do artista.
Num primeiro instante, a cor toma conta de nós, provocando várias sensações tumultuosas nos nossos sentidos.
Como Paul Klee, expressionista, cubista, futurista e surrealista que foi em sua obra e vida, Madureira seguiu o mote da cor, da força das linhas vibrantes e sombrias, que demonstram a sua técnica ainda tenra que esta seja, nunca tão pura.
Rainer Maria Rilke escreveu sobre Klee em 1921: “Mesmo se você não me tivesse contado que ele toca violino, eu teria adivinhado isto em várias ocasiões em que seus desenhos eram transcrições da música.”.
Como também no artista, Nuno Madureira, revemos a força da música, e do movimento nos seus traços mais robustos na tela.
Persistente, e cheio de paixão pelo mundo da pintura, saímos da exposição mais preenchidos do que pode ser uma nova expressão da arte contemporânea na cidade de Lisboa.
Nunca esquecer, nunca, que nos momentos de maior crise social e política, crescem os artistas mais eufóricos, mais revoltados, mais tremendos.
Uma exposição a explorar aos olhos de cada um que entre no Café Dias, esperançosamente, num dia tão caloroso e luminoso como no dia da sua inauguração.
Hoje a paixão é pela pintura.
Sem arte, não somos nada!
Quero expor vos um artista peculiar, daqueles que poucos vêm, mas muitos sentiram após conhecerem, a sua cor, a sua força, a sua descoberta.
Nuno Madureira, 24 anos, é um menino da linha que há três anos veio arrombar a cidade de Lisboa. Impaciente e ecléctico, sempre sentiu a necessidade de se expressar por mais que um meio, daí também ter estudado Comunicação Social, onde lhe foram dados instrumentos fundamentais ao mundo político, económico e social de hoje em dia. Discreto, mas nem por isso menos arrojado, o artista realizou o seu primeiro sonho, que até há tão pouco tempo, nem fazia parte dos seus must-do's.
Entre do's and don'ts, ele fez o que tinha a fazer com a maior veracidade possível e imaginável. Entre luzes e sombras, num cafézinho chamado Café Dias, no Alto de Santo Amaro em Lisboa, estão cerca de 12 quadros em A4, pastel, que remetem para as circunstâncias ao redor do artista.
Num primeiro instante, a cor toma conta de nós, provocando várias sensações tumultuosas nos nossos sentidos.
Como Paul Klee, expressionista, cubista, futurista e surrealista que foi em sua obra e vida, Madureira seguiu o mote da cor, da força das linhas vibrantes e sombrias, que demonstram a sua técnica ainda tenra que esta seja, nunca tão pura.
Rainer Maria Rilke escreveu sobre Klee em 1921: “Mesmo se você não me tivesse contado que ele toca violino, eu teria adivinhado isto em várias ocasiões em que seus desenhos eram transcrições da música.”.
Como também no artista, Nuno Madureira, revemos a força da música, e do movimento nos seus traços mais robustos na tela.
Persistente, e cheio de paixão pelo mundo da pintura, saímos da exposição mais preenchidos do que pode ser uma nova expressão da arte contemporânea na cidade de Lisboa.
Nunca esquecer, nunca, que nos momentos de maior crise social e política, crescem os artistas mais eufóricos, mais revoltados, mais tremendos.
Uma exposição a explorar aos olhos de cada um que entre no Café Dias, esperançosamente, num dia tão caloroso e luminoso como no dia da sua inauguração.
Hoje a paixão é pela pintura.
Sem arte, não somos nada!
terça-feira, 14 de junho de 2011
Cinema Brasileiro #1
Há dias que tenho gasto horas e horas à procura de argumentos, de fotografia, de cheiros de cinema sul americano.
Em tanta pesquisa acabei por tropeçar em longas, curtas, experiências fotográficas e até mesmo teatrais.
Por conhecer brasileiros, por ter viajado várias vezes ao Brasil, por ter familiares africanos que se apaixonam pela literatura e ficção brasileiros há muitos anos, sempre senti a queda do calor, da emoção, da franqueza na tela, na fotografia, na cor, na paixão.
Não me contentando com a pesquisa, tive de continuar, e tropecei em realidades ficcionais que me trouxeram a essência do cinema, da arte de representar, de transmitir com um olhar a sede de mil homens.. tudo isto num povo tão fascinante como o povo brasileiro.
Em debate com amigos, parece residir uma concordância, na decadência e repetição do cinema americano, onde os clichés, as piadas, o redundante, ficaram todos num espaço comum, pop, fraco na mais pura essência da sétima arte.
Como espectadores exigentes, que somos aqui, na vida, na arte, na busca da beleza, da verdade, não conseguimos encontrar esse retrato no cinema português também.
Tentei por vezes correlacionar a ficção portuguesa com a brasileira, e não há forma, nem costume, que os ligue.
Por mais de mil razões, o povo brasileiro, por não sentir o peso e a responsabilidade europeias, parecem possuir um controle emocional mais amplo, mais diverso, mais resolvido. Conseguem por gestos e segundos, sem grandes luzes, maquilhagens ou aparatos, demonstrar de que se resume a vida: de sentimentos.
Não há nada mais do que isso, que possamos demonstrar em frente a uma câmera, a um director de cinema, arte e fotografia. O que queremos, não é o sucesso, queremos sim a libertação de todas as nossas taras e iras no ecrã, através do corpo, do riso, do choro, do canto, do pranto...
Acredito, que um povo assim poderá reunir um vasto leque de problemas sociais, económicos, políticos, entre outros. Mas que com isso adquiriram indubitavelmente a arte de se expressar, de se expor, de mostrar o valor, que a nossa língua, que o ser humano, têm.
A paixão de hoje é pelo cinema. Sem cinema, não há nada!
Em tanta pesquisa acabei por tropeçar em longas, curtas, experiências fotográficas e até mesmo teatrais.
Por conhecer brasileiros, por ter viajado várias vezes ao Brasil, por ter familiares africanos que se apaixonam pela literatura e ficção brasileiros há muitos anos, sempre senti a queda do calor, da emoção, da franqueza na tela, na fotografia, na cor, na paixão.
Não me contentando com a pesquisa, tive de continuar, e tropecei em realidades ficcionais que me trouxeram a essência do cinema, da arte de representar, de transmitir com um olhar a sede de mil homens.. tudo isto num povo tão fascinante como o povo brasileiro.
Em debate com amigos, parece residir uma concordância, na decadência e repetição do cinema americano, onde os clichés, as piadas, o redundante, ficaram todos num espaço comum, pop, fraco na mais pura essência da sétima arte.
Como espectadores exigentes, que somos aqui, na vida, na arte, na busca da beleza, da verdade, não conseguimos encontrar esse retrato no cinema português também.
Tentei por vezes correlacionar a ficção portuguesa com a brasileira, e não há forma, nem costume, que os ligue.
Por mais de mil razões, o povo brasileiro, por não sentir o peso e a responsabilidade europeias, parecem possuir um controle emocional mais amplo, mais diverso, mais resolvido. Conseguem por gestos e segundos, sem grandes luzes, maquilhagens ou aparatos, demonstrar de que se resume a vida: de sentimentos.
Não há nada mais do que isso, que possamos demonstrar em frente a uma câmera, a um director de cinema, arte e fotografia. O que queremos, não é o sucesso, queremos sim a libertação de todas as nossas taras e iras no ecrã, através do corpo, do riso, do choro, do canto, do pranto...
Acredito, que um povo assim poderá reunir um vasto leque de problemas sociais, económicos, políticos, entre outros. Mas que com isso adquiriram indubitavelmente a arte de se expressar, de se expor, de mostrar o valor, que a nossa língua, que o ser humano, têm.
A paixão de hoje é pelo cinema. Sem cinema, não há nada!
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