Para todos os que gostam de sonhar como eu, aproveitem um musical, ou filme, ou apenas umas musiquinhas desta historia maravilhosa, que faz o coração ficar bem apertadinho de felicidade.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Singing in the Rain
Para todos os que gostam de sonhar como eu, aproveitem um musical, ou filme, ou apenas umas musiquinhas desta historia maravilhosa, que faz o coração ficar bem apertadinho de felicidade.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Passaram 7 meses desde que cheguei a Londres.
23 aninhos acabadinhos de fazer, com o verão alentejano sobre a minha pele e os meus olhos, e sem certezas.
No primeiro dia, tive o privilegio em dar uma volta de bicicleta por Victoria Embankment ate St Pauls, enfim, passeio de sonho para quem aterrou.
Não sei como as coisas se adaptam tão facilmente ao dia a dia, e ate por vezes, volto a sentir aquele medo no estômago de gostar demais de viver noutra cidade que não Lisboa.
Parte de mim sente que estou a trair a minha cidade, o meu primeiro amor. Mas a forca do tempo, e da maturidade, mostra-me como se pode aprender a ser feliz noutra cidade, com outros costumes, e outras pessoas.
Cada vez que conheço alguém, que chegou, ou que esta prestes a partir, noto que ninguém fica indiferente a esta cidade. Talvez seja a musica, a postura trendy e posh dos ingleses, que por vezes em simples gestos tem tão bom gosto.
Acredito ser dos poucos, que sabem tão bem criar uma harmonia entre a cidade, a natureza, os negócios e os mais variados mercados, que após 7 meses ainda me surpreendem. E tão bom ter a oportunidade de conhecer um lugar, como o lugar onde se nasceu. Algo dentro de nos cresce, e acrescenta vida a nossa existência.
Como e bom existir, e poder fazer parte de ambiente efervescentes.
Lisboa tem o seu ambiente, a sua cor e cheiro. Tem meios efervescentes, mas que poucos tem acesso. De certa forma e uma mística que a cidade tem, e no entanto, fica tao pouco por descobrir, e tantos que não dão valor por não conhecerem a versatilidade e potencial dessa cidade e desse pais...
Apos 7 meses, dos quais morro de saudades da cidade da minha vida, sei muitas mais coisas que sabia antes. E fiz tantas outras das quais me orgulho, devagarinho, e silenciosamente vou procurando o meu lugar neste mundinho.
Tantas coisas boas que eu atraio contra as incertezas do universo, e das pessoas. Mal acredito que estas coisas acontecem, e todos os dias quero ser humilde, e gentil, e amável com quem merece.
Quero gastar tempo nas coisas que me fazem feliz, e nas pessoas que valem a pena.
Esta cidade tem qualquer coisa, e as vezes parece impossível sair daqui, pois ha tanto por fazer e descobrir que enfim.. perco me em cenários, e musica, e momentos.
Se a juventude pudesse durar uma vida inteira, eu seria a pessoa mais feliz do mundo. Mas na ausência de tudo isso, haverá sempre o fado, e os santos populares, que me aguardam em Junho em Lisboa.
domingo, 15 de abril de 2012
Fado da Loucura
Sou do fado
Como sei
Vivo um poema cantado
De um fado que eu inventei
A falar
Não posso dar-me
Mas ponho a alma a cantar
E as almas sabem escutar-me
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês
não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou
Esta voz
tão dolorida
É culpa de todos vós
Poetas da minha vida
É loucura,
ouço dizer
Mas bendita esta loucura
de cantar e de sofrer
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês
não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
#quotes
"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver."
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Slides à luz da lua
Hoje o dia correu bem. Estudos a andar de acordo com o previsto. Nível de interesse, surpreendentemente elevado. Boa disposição comigo, com os outros. Conversa saudável com a mãe e manas. Tudo aparentemente a seguir o seu rumo.
Quando entretanto me ocorreu, que estou a seguir a vida dos meus queridos através de fotografias, e vozes por entre meios electrónicos e tão pouco pessoais. Mas que ajudam tanto a esconder a ausência da genuinidade das pessoas que tenho apreço.
Hoje pensei, que se a minha vida for uma vida pelo mundo, que a única forma de estar presente, é manter a memória bem viva, e criar os melhores momentos no pouco tempo que a vida me proporcionar com os que mais bem quero.
A música sempre me ajudou incondicionalmente, de formas que poucos entendem inteiramente. As corridas pelo bairro onde vivo, a ouvir música electrónica alemã, belga, portuguesa, ajudam na corrida contra o tempo e a distância.
Às vezes não sei porque é que a vida através de imagens será tão má assim... Antes escreviam-se cartas escritas à mão, com fotografias verdadeiras (não havia cá impressos) e às vezes até cartas perfumadas, ou cd's gravados com dedicatórias.
Não posso reclamar desta era. Acho maravilhoso poder andar na rua enquanto neva, e falar no Skype com a minha mãe, e através da imagem, quase que fazê-la sentir a neve cair por entre os seus dedos.
Adoro poder falar com quem se lembra de mim, e com quem faz questão que a distância não seja um motivo de desconexão.
Preferia tantas vezes no entanto, que já tivessem inventado um aparelho que nos transportasse de um momento para o outro, para perto daqueles que mais precisamos. Mas se assim fosse, ninguém dava valor a ninguém, talvez. E se assim fosse, os esforços que as pessoas fazem para se ligarem não seriam especiais. Seriam tão recorrentes como acordar de manhã e lavar os dentes, ou escovar o cabelo. Mas nada disto importa, porque ainda não apareceu um geniozinho que solvesse o problema.
O que quero dizer, é que sinto falta de quem sente a minha falta, por mais silenciosa a falta que possa ser. E que por meios electrónicos, ou espirituais, espero poder transmitir a força que todos vocês me transmitem à distância, por entre esta melancolia que por vezes me cerca.
E quando der por mim, um dia, vou sentir falta de estar aqui a fazer o que estou a fazer, e sentir falta de sentir a vossa falta. E espero que aí, tenha valido bem a pena, não ver o pôr do sol na marginal, ir jantar com o avô as 19:30, ir passear a Lisboa com o pai, comer um bom peixinho com a mãe, fazer qualquer parvoeira com o meu irmão, ouvir Amy Winehouse com a minha prima Sofia, ou até mesmo dançar com os meus amigos na praia ao som da rádio oxigénio.
São os momentos que nos preenchem, mas é o dia-a-dia que nos constrói o carácter. Por isso meus queridos, desejo-vos o melhor neste percurso. E espero ver-vos bem na altura certa, com a mesma vontade de vos abraçar, que tenho neste momento.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
# episódios de ternura
Fazem quase 6 meses desde que estou em Londres. Parece que o tempo passa a correr quando as coisas são tão boas, tão inesperadas.
Há quase 6 meses, que cresci mais um bocadinho, e descobri coisas acerca de de mim, e dos outros, que maioritariamente me fazem muito feliz.
Desde que o ano começou, que fiz uma viagem por Cornwall, a região mais maravilhosa que conheci em Inglaterra. Repleta de paisagens entre o mar, o campo, e a simpatia inglesas. Conheci um pouco mais profundamente este país, que possui umas das culturas mais antigas do mundo, e que é respeitado em quase todos os aspectos, sentidos, e formas, através do mundo inteiro.
Conheci também 3 amigos que viajaram comigo, de uma forma única e autêntica, e que me ensinaram muito sobre as suas culturas, os horizontes e limites das suas culturas, e o significado da amizade, que não vê cor, dinheiro, raça, ou desejo. Apenas surge naturalmente, pelo meio de incensáveis episódios de ternura, e cumplicidade.
Não precisamos de muitas palavras, quando passamos uma noite inteira sem Internet, no meio de Padstow (uma terra única), a escrever uma canção entre histórias de vidas marcantes, como as nossas, que nos trouxeram tanta felicidade.
O valor das coisas não muda, quando as pessoas têm princípios e maneiras próprias, quando entendem o que é ser bom, ser puro, ser genuíno.
Após quase 6 meses em Londres, tenho muitos episódios de ternura, e muitos mais, espero, para vos contar.
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